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Senai sedia encontro estratégico e reforça papel como hub de conexão para o avanço da biotecnologia em MS

O Senai foi anfitrião, nesta terça-feira (02/06), de uma reunião de trabalho entre representantes do governo, universidades e instituições de pesquisa para discutir o fortalecimento da biotecnologia e as oportunidades de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul. O encontro consolidou o Senai como relevante ponto de conexão entre os principais atores do ecossistema de inovação do Estado.

Participaram da agenda o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Sena, e a presidente executiva da Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia e Ciências da Vida (Anbiotec), Vanessa Silva, além de representantes da UCDB, UFMS, IFMS, Sebrae, Embrapii, Uniderp e do próprio Senai.

O superintendente da Fiems, Luiz Fernando Buainain, reforçou o papel estratégico do Senai na articulação entre academia, setor produtivo e poder público, promovendo um ambiente de diálogo e construção coletiva voltado à inovação e ao desenvolvimento de novas cadeias produtivas.

“Defendemos que área da biotecnologia pode formar uma nova cadeia de valor em Mato Grosso do Sul. Uma cadeia competitiva, apoiada nos talentos que nós temos nas nossos institutos de ciência e tecnologia e centros de pesquisa, como o Senai, e nossas instituições de ensino superior, aproveitando o sólido relacionamento institucional que mantemos”, disse o superintendente.

A presidente da Anbiotec, Vanessa Silva, destacou a relevância de iniciativas integradas para o fortalecimento do setor. Fundada em 2010, a entidade reúne atualmente 67 associados — entre empresas e instituições — que, juntas, movimentam mais de R$ 4 bilhões em receitas, com atuação no desenvolvimento de produtos e insumos biotecnológicos de alto valor agregado.

Durante a reunião, foram discutidas possibilidades de criação e consolidação de um ecossistema de biotecnologia no Estado, aproveitando o potencial das instituições científicas e tecnológicas locais e a vocação produtiva ligada à bioeconomia.

Segundo Ricardo Sena, o objetivo é transformar o Estado em um território de referência no setor. “Queremos transformar Mato Grosso do Sul em território biotech. A indústria tem puxado o desenvolvimento e, nos últimos 10 anos, passou a ser o segundo setor na geração de riquezas no Estado. Temos uma diversificação baseada na agroindustrialização, com destaque para florestas, piscicultura e bioenergia. A proposta agora é avançar para um ecossistema específico de biotecnologia, com foco em cadeias de alto valor agregado, como biofármacos, biocosméticos, alimentos funcionais e nutracêuticos. Já temos iniciativas concretas nessas áreas, o que demonstra que esse movimento está ganhando força”, completou Sena.

O secretário ressaltou ainda que o Estado já estrutura políticas públicas para impulsionar a inovação, como o programa MS Inova Mais, que atua em dois eixos: o desenvolvimento científico e tecnológico e o fortalecimento dos ecossistemas de inovação. Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com 12 ecossistemas mapeados e um décimo terceiro em implantação no município de Coxim.