Lista de revogações de medidas debatida antes mesmo da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, e adotadas pelo governo Jair Bolsonaro abrange áreas como desarmamento, educação, saúde, ambiente e economia. São regras editadas ao longo dos últimos quatro anos que, a partir de 2023, podem ser anuladas ou substituídas com uma canetada do presidente eleito. A extensão do “revogaço”, porém, dependerá de negociação com o novo Congresso.

‘Revogaço’ desenhado por equipe de Lula esbarra em negociação com Congresso
“Não será da maneira como Lula acha que vai (ser). Temos um Congresso conservador e não vai prosperar um revogaço”, afirmou Alberto Fraga (PL-DF), político próximo de Bolsonaro que volta à Câmara na próxima legislatura. O encontro entre os deputados e Lira ocorreu antes do atual presidente da Câmara reunir-se com Lula.
O presidente eleito passou a semana em Brasília articulando a construção da base do governo. Lula conversou com líderes do MDB, PSD e União Brasil para tentar atraí-los e anunciou apoio à reeleição de Lira, o que abre diálogo também com o PP.
Parlamentares de oposição querem ser chamados para tratativas. Integrantes da chamada “bancada da bala” disseram que estão atentos à pretendida mudança na política armamentista de Bolsonaro. Eles ameaçam resistir.




