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Campo Grande, 123 anos

Por Reinaldo Adri

Cidade tem uma história rica, contada pelos monumentos em suas ruas e pelo rosto de seu povo

A história de uma cidade é única, sendo contada e recontada ao longo dos anos, com mais detalhes que deixam a trajetória de um povo mais rica. No caso de Campo Grande, não é diferente. Tudo começou em 1872, quando alguns mineiros chegaram na região e se instalaram próximos ao encontro dos córregos Prosa e Segredo. Hoje, ali está o encontro das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Ernesto Geisel, com o Horto Florestal e, claro, o monumento aos pioneiros. O transporte dos pioneiros eram simples carros de boi. 

Já as primeiras casas – bem simples, como não poderia deixar de ser – foram erguidas mesmo entre as ruas 26 de Agosto e Barão de Melgaço, junto com um pequeno comércio e a Igreja de Santo Antônio, de quem José Antônio Pereira, fundador da cidade, era devoto. Não por acaso, este lugar foi batizado primeiramente como Arraial de Santo Antônio de Campo Grande, sendo elevado à Vila de Campo Grande e ganhando o status de município em 26 de agosto de 1899, data que comemoramos oficialmente.

Desde então, os acontecimentos que mais marcaram a trajetória de Campo Grande até chegar ao que é hoje foram, sem dúvida, a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em 1914, e a instalação da Circunscrição Militar, em 1921. Outro momento de grande importância foi a divisão do estado mato-grossense. 

A divisão do antigo estado de Mato Grosso, com a consequente transformação de Campo Grande em capital, acelerou substancialmente o ritmo de crescimento, criando demandas geradas a partir da instalação do governo estadual.  Variadas oportunidades surgiram nas áreas social, econômica e política com a consolidação do centro decisório  de Mato Grosso do Sul.

Já a identidade cultural de Campo Grande foi determinada por diversos povos que compuseram a colonização da cidade. A multiplicidade étnica e cultural caracteriza a Cidade Morena, com povos que participaram decisivamente na constituição da nossa cultura e identidade:  japoneses, árabes, portugueses, paraguaios, espanhóis, alemães, e tanto outros. A Praça dos Imigrantes fica hoje no mesmo local onde surgiram as primeiras residências na cidade.

Foto: Silas Ismael/Arquivo Pessoal