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A Quinta da Regaleira e os seus mistérios

Lugar é recheado de mistérios que envolvem Maçonaria, Rosa-Cruz e os templários

Reinaldo Adri

Quem vai a Portugal e visita a histórica cidadezinha de Sintra, com certeza visita o Palácio Nacional, o Castelo Montserrate, o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena, todos com suas particularidades. Porém, um lugar que receba menos visitantes e talvez supere todos os outros na arte de reservar surpresas: a Quinta da Regaleira.

O local em si é bastante agradável. Um parque com um antigo casarão (um pouco assustador, diga-se de passagem) e vários gatos bem gordos procurando os visitantes em busca de mais comida. O casarão mesmo serve apenas para contar um pouco da história do lugar e para tirar fotos da bela vista de seus andares mais altos. O melhor da Quinta da Regaleira está em seus jardins.

Construído no começo do século XX por Antônio Augusto Carvalho Monteiro, que nasceu no Rio de Janeiro (embora se considerasse português) o lugar é rodeado de grutas e construções misteriosas. Cada um deles possui um significado alquímico, relacionados com a Maçonaria, Rosa-Cruz e diretamente com os cavaleiros templários. Há a gruta escura que parece não ter fim, a capela com um túnel assombroso em seu subsolo e um lugar onde ficamos, literalmente, no fundo do poço – e que poço.

Além da igreja, com diversas referências à história cristã, ali existe também o Patamar dos Deuses, onde há várias estátuas de deuses greco-romanos.

As estruturas erguidas nos jardins também enigmáticas, com escadas estreitas e em formato circular. Elas dão acessos a locais estreitos onde é possível admirar toda a região em volta. A trilha do bosque se inicia próximo ao casarão e percorre em subida toda a encosta da serra nos quatro hectares da propriedade

Para chegar lá, é bem fácil. O lugar fica a poucos minutos a pé do centro de Sintra e não necessita de agendamento prévio. Pelo caminho, existe uma infinidade de lojas de lembranças com os mais variados e divertidos produtos e restaurantes muito bons.