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Cotolengo Sul-Mato-Grossense completa 26 anos com cerca de 2,8 mil atendimentos por mês

O Cotolengo Sul-Mato-Grossense está em festa. São 26 anos atendendo pessoas com paralisia cerebral grave de todas as idades em Campo Grande, oriundas de famílias carentes. Durante todos os anos dessa história, o trabalho incansável de colaboradores e voluntários foi, segundo o diretor-presidente da entidade, padre Valdeci Marcolino, primordial para que “chegássemos onde chegamos”.

No início, apenas um imenso pé de manga era a sombra onde os voluntários se revezavam nos cuidados com as crianças no imenso terreno de esquina na rua Jamil Basmage, bairro Mata do Jacinto. Hoje a obra tem computado mensalmente 2,8 mil atendimentos pelo CER (Centro Especializado de Reabilitação), Centro Dia e Residência Inclusiva.

“Hoje temos 82 colaboradores e cerca de 120 voluntários que doam seu tempo em prol de aproximadamente 420 crianças. Esse é um trabalho de caridade e amor para com o próximo, seguindo a linha orionita para a qual somos consagrados”, explica o sacerdote.

O Centro Dia, onde os assistidos passam o dia para que os pais possam trabalhar, atende uma média de trinta pessoas de segunda a sexta-feira. No local, recebem atendimento médico e cuidados especiais desde a chegada até a hora em que voltam para suas casas.

Devido a pandemia, o atendimento presencial chegou a ser suspenso pelo período de dois anos, mas ainda assim, os assistidos receberam cuidados em casa, com a doação de alimentos e outros materiais de necessidades especiais como medicação, fraldas e nutrição enteral.

Há dois anos também, o Cotolengo Sul-Mato-Grossense inaugurou a Residência Inclusiva, onde um grupo de dez pessoas com deficiência recebem todo tipo de assistência, desde médica, psicológica, até a alimentação e todos os cuidados de uma casa. São pessoas que, por algum motivo, foram afastadas da família ou não têm mais os familiares que possam atender às demandas especiais.

Uma obra orionita

“À porta do pequeno Cotolengo, não se pergunta a quem entra, se tem um nome, mas somente se possui uma dor”. A frase de Dom Luís Orione representa muito bem a obra do Cotolengo no Brasil e em várias outras cidades mundo afora. Mas, você sabe como nasceu a entidade?

O Pequeno Cotolengo foi fundado em 1830, em Turim, na Itália, pelas mãos do padre José Benedito Cotolengo. Daí o nome escolhido. Naquela época, ele criou La Piccola Casa, que em português quer dizer, “A Pequena Casa”. A princípio, a entidade nasceu para abrigar pobres doentes e acabou multiplicando-se pelas mãos caridosas de Dom Luís Orione, fundador da Pequena Obra da Divina Providência, composta por padres e irmãs orionitas, com o intuito de levar a caridade a todos os povos.

“No mais pequenino dos homens brilha a imagem de Deus” (São Luís Orione)

São Luis Orione criou os Pequenos Cotolengos como grandes locais de evangelização nas regiões periféricas das cidades e, segundo ele, os Cotolengos são “faróis de civilização, onde os mais pobre são acolhidos e amados como se fossem o próprio Cristo Jesus”.

Inspirados por esses dons de caridade e amor fraterno, os Cotolengos foram ganhando espaço também no Brasil e em Mato Grosso do Sul, essa obra completa seus 26 anos de existência.